Caso 1 · Anônimo com consentimento
A decisão que nunca saía do papel
Chegou com uma planilha. Tinha mapeado cada variável do negócio que precisava vender. Os números faziam sentido. A saída também. Mas cada vez que marcava uma reunião com possíveis compradores, algo o impedia de ir. Cancelava. Reagendava. Esperava.
Na hipnoterapia, o que apareceu não foi medo de errar o preço. Foi a certeza, enterrada em uma memória de infância, de que vender o que se constrói com as próprias mãos é o mesmo que abandonar. O negócio não era só um ativo, era uma identidade que ele não sabia ainda como trocar.
Três encontros depois, ele fechou a negociação. Não porque resolveu a planilha. Porque entendeu o que estava travando antes de ela existir.

